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Impressões digitais de proxy: como o Facebook/Google realmente determina que está a usar um proxy?

Impressões digitais de proxy: como o Facebook/Google realmente determina que está a usar um proxy?


Recentemente, o uso de proxies para garantir a privacidade, marketing digital ou análise de dados tornou-se uma necessidade. Você adquiriu um proxy de qualidade, configurou o perfil em um navegador especializado e preparou os cookies para uma sessão estável. No entanto, logo após fazer o login no painel publicitário da plataforma, o acesso pode ser restringido. O motivo? “Atividade de rede suspeita”.

De acordo com os últimos relatórios do Imperva Bad Bot Report, mais de 70% das restrições em plataformas publicitárias estão relacionadas a inconsistências de rede, e não apenas a fatores comportamentais. Os sistemas de segurança (security systems) das grandes corporações de TI evoluíram: eles não apenas verificam o IP em bancos de dados de reputação, mas analisam a integridade e a “física” da conexão usando aprendizado de máquina. Um servidor proxy, como nó intermediário, deve ser configurado corretamente para não levantar suspeitas.

Neste artigo, examinaremos os 7 níveis de verificação que as plataformas analisam para avaliar a qualidade da conexão. Vamos detalhar aspectos técnicos, exemplos e métodos de configuração adequada. Para maior clareza, utilizaremos ferramentas como Wireshark, browserleaks.com e o verificador de IP do CyberYozh App (links ao final do artigo).


Nível 1: ASN e Tipo de Conexão

Este é um parâmetro básico, fundamental para a confiança na conexão. Cada endereço IP possui um “passaporte” — sua vinculação a um Sistema Autónomo (ASN), que pode ser consultado via WHOIS ou bancos de dados como o MaxMind.

Tipos de ASN:

  • ISP: Internet doméstica (Comcast, Verizon, Lietpark Communications).

  • Mobile: Operadoras móveis (T-Mobile, THREE, Vodafone).

  • Hosting/Business: Centros de dados (AWS, DigitalOcean, Hetzner).

Nuance: Proxies de servidor padrão são hospedados em centros de dados, onde seu ASN é marcado como “corporativo” ou “business”. Além disso, o DNS reverso (rDNS) geralmente exibe um domínio técnico: em vez de user.provider.comserver.example.com.

  • Exemplo: Um usuário autentica-se num serviço com o User-Agent “Chrome / Windows 10”, mas o tráfego provém de um centro de dados em Frankfurt, o que não é característico de um usuário doméstico.

  • Conclusão: O sistema classifica a conexão como técnica ou VPN. O nível de confiança (Trust Score) diminui.

  • Solução: Para tarefas que exigem alto nível de confiança, escolha proxies residenciais ou móveis com ASN de provedores reais. Verifique se o rDNS cumpre os padrões do provedor.


Nível 2: Impressão Digital Passiva do SO (p0f e TCP/IP Stack)

Aqui entra em jogo uma análise profunda: a verificação da pilha TCP/IP. Os sistemas operacionais formam pacotes de rede de maneira única. Ferramentas como o p0f permitem determinar o SO da fonte de tráfego de forma passiva.

Parâmetros principais:

  • TTL (Time To Live): Windows — 128, Linux/Android/iOS — 64.

  • Window Size: Tamanho da janela de recepção de dados.

  • TCP Options: Ordem dos cabeçalhos (ex: MSS, Timestamp).

  • TLS Fingerprinting (JA3): O sistema analisa a estrutura do TLS Client Hello.

    • Esclarecimento: Ao usar um proxy HTTP/SOCKS (método CONNECT), o handshake TLS parte do cliente. O JA3, neste caso, ajuda a identificar a discrepância entre o software e o User-Agent declarado. Se o proxy interferir no tráfego ou não estiver configurado para um tunelamento limpo, isso pode distorcer as impressões digitais. O uso de um servidor Linux como gateway é frequentemente identificado justamente pelo TCP/IP fingerprinting (TTL).

  • Exemplo: Nas configurações do perfil está selecionado “Windows 10”, mas a conexão é feita através de um servidor proxy em Ubuntu (Linux). O sistema vê um User-Agent de Windows, mas os pacotes TCP recebidos têm TTL=64 (característico de Linux), e não 128.

  • Conclusão: Inconsistência (Mismatch). O sistema determina que o tráfego está a passar por um nó intermediário. Isso pode reduzir a confiança.

  • Solução: Navegadores modernos focados em privacidade lidam corretamente com JA3, mas é vital considerar as configurações do próprio servidor.

    1. Sincronização: Idealmente, o SO do proxy deve corresponder ao perfil (ex: proxies móveis Android para perfis Android).

    2. Passive OS Fingerprinting: Utilize provedores (como o CyberYozh App) que suportam a sincronização da pilha TCP/IP ao nível da rede. Isso permite que o proxy envie pacotes que correspondam tecnicamente ao SO declarado no perfil (Windows ou macOS).


Nível 3: MTU e MSS — Configurações de Pacotes

MTU (Maximum Transmission Unit) — tamanho máximo do pacote sem fragmentação. MSS (Maximum Segment Size) — capacidade útil do pacote.

Padrões:

  • Ethernet (padrão): 1500

  • Redes móveis (4G/5G): 1420–1480

Se um proxy é utilizado, mas o MTU é característico de tunelamento (ex: 1300), isso pode indicar o uso de protocolos VPN (OpenVPN, WireGuard) em vez de uma conexão direta.

  • Exemplo: O IP é identificado como residencial, mas o MTU é 1300 — sinal de um túnel. Isso também é visível no protocolo QUIC (UDP).

  • Conclusão: Os parâmetros técnicos da conexão diferem dos padrões.

  • Solução: Verifique o MTU via browserleaks.com ou analisadores de rede. Configure a conexão para que os valores correspondam aos padrões da rede emulada.


Nível 4: Latência (Latency) e Geolocalização

Os sistemas de segurança utilizam análise de tempo (timing analysis): o RTT (Round Trip Time) é comparado com a geolocalização declarada.

Cenário: O proxy está localizado em Nova York, mas o usuário está em outra região.

  • Rota: Localização do usuário → Nova York → Servidor de destino.

  • O RTT pode ser de 300 ms, enquanto para um usuário local em Nova York o normal seria de 20–30 ms.

Adicional: É possível uma verificação via CDN — medindo a resposta de diferentes servidores para triangular a localização.

  • Exemplo: O IP é localizado nos EUA, mas o atraso do sinal corresponde a outro continente.

  • Conclusão: Desajuste entre a geolocalização e a resposta da rede.

  • Solução: Escolha proxies com o menor ping possível. Evite nós de roteamento desnecessários. Certifique-se de que as configurações de geolocalização no navegador não entrem em conflito com o IP.


Nível 5: Portas Abertas e Configuração

Proxies mal configurados podem deixar portas de serviço abertas para varredura externa. Além disso, scripts WebRTC podem revelar o endereço IP local.

O que os sistemas observam:

  • Portas abertas 3128, 8080, 1080 (padrão para proxies).

  • Portas de acesso remoto: 22 (SSH), 23 (Telnet), 3389 (RDP).

  • WebRTC: Vazamento do IP local real através do navegador.

Em usuários comuns, estas portas geralmente estão fechadas por NAT.

  • Exemplo: Uma varredura mostra a presença de portas de gerenciamento de servidor abertas.

  • Conclusão: O dispositivo é identificado como um servidor, não como um terminal de usuário.

  • Solução: Utilize serviços com filtragem de portas de entrada. Configure corretamente o WebRTC (ou desative-o) para evitar vazamento de dados.


Nível 6: Perfis de Navegador e Comportamento

A qualidade do proxy deve ser acompanhada por uma configuração correta do navegador. Os sistemas analisam a consistência (consistency) entre os dados de rede e os parâmetros do software.

Pontos Importantes:

  • Timezone & Language: Se o IP está em Londres, mas o horário do navegador é UTC+3, trata-se de uma inconsistência óbvia.

  • Hardware: O User-Agent declara um dispositivo móvel, mas as métricas de rede (MTU, Latency) são características de uma conexão via cabo de centro de dados.

  • Behavior (Comportamento): Movimentos de cursor excessivamente lineares, ausência de atrasos naturais ou “Impossible Travel” (mudança de países em tempo irreal).

  • Exemplo: O sistema detecta padrões de comportamento automatizados, apesar do IP de qualidade.

  • Conclusão: Anomalia complexa no perfil.

  • Solução: Utilize ferramentas profissionais para gestão de perfis. Sincronize o fuso horário e o idioma com os dados do IP. Siga cenários de navegação naturais.


Nível 7: Histórico e Reputação do IP

Os sistemas de segurança baseiam-se no histórico de atividade do endereço. Bancos de dados (IPQS, MaxMind, etc.) atribuem rótulos de risco aos IPs com base em incidentes registrados anteriormente.

  • Exemplo: O endereço IP está tecnicamente limpo agora, mas foi usado anteriormente para spam e está num banco de dados de reputação com um Risk Score elevado.

  • Conclusão: Uma reputação baixa do endereço pode levar a restrições preventivas.

  • Solução: Não confie apenas em verificadores gratuitos simples. Utilize agregadores profissionais como o CyberYozh App IP Checker. Utilizamos dados de bancos de dados premium (incluindo IPQS e MaxMind) para mostrar uma avaliação real da confiança do endereço.

💡 Como ler o relatório? Para interpretar corretamente os parâmetros de Fraud Score e avaliar a qualidade da conexão, recomendamos que estude o nosso guia detalhado sobre como utilizar o verificador.


Mitos sobre Conexão em 2025

Mito 1: VPN é mais fiável que proxy. Realidade: A VPN frequentemente adiciona dados de serviço redundantes e é mais facilmente detetada pelos serviços devido às particularidades da encriptação.

Mito 2: Proxies gratuitos são adequados para trabalho. Realidade: Tais endereços geralmente têm baixa reputação, baixa velocidade e não são seguros.

Mito 3: Apenas o IP importa. Realidade: É analisada toda a pilha de tecnologias — desde pacotes TCP até configurações do navegador.


Conclusão: Como Garantir uma Conexão Estável?

Os sistemas de análise de tráfego estão atentos aos detalhes. Em 2025, o uso de proxies é uma questão de infraestrutura e configuração competentes.

Sua lista de verificação:

  1. ASN e IP: Prioridade para endereços residenciais/móveis. Verifique a correção do rDNS.

  2. Impressões Digitais: Sincronize TCP/IP (Passive OS Fingerprinting) e TLS (JA3).

  3. Protocolo: Utilize SOCKS5 para a pureza da transmissão de dados.

  4. Latency/MTU: Minimize atrasos, verifique se o MTU está em conformidade com os padrões.

  5. Portas/WebRTC: Garanta que portas desnecessárias estão fechadas e que o IP local não vaza.

  6. Comportamento: Aja como um usuário normal.

  7. Verificação: Para análise de reputação de IP utilize o CyberYozh App IP Checker, e para verificar as configurações do navegador, utilize o browserleaks.com.

No catálogo do CyberYozh App, levamos em conta estes parâmetros ao nível da arquitetura. Fornecemos IPs de qualidade com suporte para Passive OS Fingerprinting (consulte a disponibilidade da opção com o suporte), para que se possa concentrar nas tarefas profissionais sem falhas técnicas.


Fontes e Ferramentas:

 


CyberYozh

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